A presença de acadêmicos de Medicina do Acre, Pará, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraíba marcou o sucesso do III Congresso Acadêmico Sindical e da II Jornada Científica da Federação Médica Brasileira (FMB), realizados nos dias 14 e 15 de agosto, em Curitiba (PR).
O encontro reuniu estudantes, médicos, pesquisadores, dirigentes de entidades médicas e convidados internacionais em uma programação construída para aproximar cada vez mais os futuros médicos das discussões que irão impactar sua formação, o exercício profissional e os rumos da Medicina brasileira.
Mais do que reunir diferentes estados, o Congresso confirmou a expansão de um projeto que nasceu em Belém, em 2024, avançou para João Pessoa, em 2025, e chegou a Curitiba, em 2026, fortalecendo os Núcleos Acadêmicos e estimulando o protagonismo dos estudantes dentro do movimento médico sindical.
Ao avaliar o encontro, o presidente da FMB, Dr. Fernando Mendonça, destacou justamente o papel dessa nova geração. “Estamos plantando uma semente. Queremos que esses acadêmicos estejam preparados para assumir espaços de liderança, dar continuidade às nossas entidades e, principalmente, trabalhar por uma Medicina melhor para os profissionais e para toda a sociedade.”
Formação médica sob diferentes perspectivas
Ao longo dos dois dias, a programação percorreu alguns dos principais desafios enfrentados por quem está se preparando para exercer a Medicina.
As mesas colocaram em discussão a experiência da juventude sindicalista, a evolução da formação médica no Brasil e no exterior, o ENAMED e a proficiência médica, o papel das entidades de representação estudantil e a transição entre a universidade e o mercado de trabalho.
A palestra magna, ministrada pela Dra. Cláudia Paola Carrasco Aguilar, trouxe para o centro do Congresso outro tema fundamental: a saúde mental dos estudantes de Medicina e os impactos que a própria estrutura da formação pode exercer sobre os futuros profissionais.
O encontro também abriu espaço para a produção científica dos acadêmicos por meio da II Jornada Científica, com apresentações orais, pôsteres e premiação de trabalhos, reforçando a importância da pesquisa e da Medicina baseada em evidências desde a graduação.
A dimensão internacional esteve presente com representantes da Argentina e de Portugal, permitindo comparar diferentes modelos e perceber que questões como qualidade da formação, residência médica, distribuição de profissionais e condições de trabalho ultrapassam as fronteiras brasileiras.
Paraná recebe movimento que ganha dimensão nacional
Anfitrião desta terceira edição, o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR) teve participação direta na realização do Congresso.
Para o presidente da entidade, Dr. Marlus Volney de Moraes, aproximar os estudantes das discussões sobre o exercício profissional é também uma forma de contribuir para uma assistência de maior qualidade. “Defender boas condições de trabalho para o médico é defender uma Medicina segura, humanizada e de qualidade. É importante que os acadêmicos compreendam desde a formação que saúde não pode ser reduzida a volume, produtividade ou a uma simples relação comercial.”
A participação dos estudantes não ficou restrita à plateia. Acadêmicos estiveram na organização e condução das atividades, atuando como cerimonialistas, presidentes, coordenadores e relatores das mesas, além de apresentarem trabalhos científicos e compartilharem experiências de suas entidades e estados.
Esse protagonismo traduz um dos principais objetivos do projeto da FMB: não apenas falar sobre os futuros médicos, mas construir o movimento ao lado deles.
Ao final da edição de Curitiba, o Congresso deixa também o olhar direcionado para o próximo capítulo. Depois de Pará, Paraíba e Paraná, o movimento o movimento atravesse novamente o Brasil e chegue ao Acre em 2027.
De diferentes regiões, experiências e momentos da graduação, os acadêmicos retornam aos seus estados levando mais do que conhecimento. Levam conexões, novas perspectivas sobre a profissão e a responsabilidade de participar da construção da Medicina que desejam exercer.
Do Pará à Paraíba. Da Paraíba ao Paraná. E agora, rumo ao Acre. A história continua — e uma nova geração já começou a escrevê-la.
