Na noite de segunda-feira, 3 de agosto, lideranças médicas reuniram-se para discutir medidas efetivas diante dos atrasos nos pagamentos dos profissionais que atuam na rede pública de saúde do Amazonas. Participaram do encontro o presidente da Federação Médica Brasileira, Fernando Mendonça, o presidente do Conselho Federal de Medicina, Hiran Gallo, o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mario Vianna, a presidente do Conselho Regional de Medicina do Amazonas, Juliana Santana de Melo Tapajós e representantes de especialidades médicas.
Durante a reunião, foi apresentado o grave cenário de inadimplência enfrentado pela categoria. O levantamento realizado com apenas seis empresas de especialidades médicas identificou uma dívida superior a R$ 120 milhões, com débitos acumulados desde 2024. Apesar de o Governo do Estado ter anunciado novos pagamentos, verificou-se que, para essas empresas, foi quitada somente a competência de março de 2026, valor considerado muito inferior ao montante devido.
As entidades reforçaram que os honorários médicos possuem natureza alimentar e garantem o sustento dos profissionais e de suas famílias. A falta de pagamento, além de desrespeitar quem permanece na linha de frente, ameaça a continuidade da assistência e agrava problemas como a falta de estrutura nas unidades, a insegurança contratual e a constante substituição de prestadores de serviços.
Como encaminhamento, foi definido um plano conjunto de atuação, que inclui a solicitação de uma reunião emergencial com o governador do Amazonas e a participação de órgãos de fiscalização e controle. As entidades também deixaram claro que o objetivo não é paralisar os atendimentos, mas evitar o colapso do sistema e assegurar condições dignas para que os médicos continuem cuidando da população.
O CFM e a FMB manifestaram apoio à mobilização conduzida pelo SIMEAM e pelo CRM/AM. Unidos, os representantes da categoria reafirmaram que não aceitarão a continuidade dos atrasos e seguirão cobrando o pagamento integral dos valores devidos, respeito ao trabalho médico e responsabilidade com a saúde da população amazonense.
