O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG) manifestam preocupação em relação à comunicação das gerências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) direcionado aos trabalhadores, anunciada em 16 de abril, de promover a demissão de técnicos de enfermagem do SAMU, reduzindo as equipes técnicas de enfermagem das Unidades de Suporte Básico (USB) e deixando apenas um profissional responsável pelo atendimento.
A medida é ainda mais grave diante do atual cenário de emergência em saúde pública decretado pela PBH em 10 de abril, em razão do aumento expressivo de casos de doenças respiratórias. Em apenas quatro meses, a capital já registrou cerca de 107 mil atendimentos por síndromes respiratórias, evidenciando a pressão crescente sobre toda a rede assistencial.
Nesse contexto, a redução de equipes do SAMU representa um risco direto à vida da população. O serviço, que constitui a principal porta de resposta imediata a urgências e emergências, não pode ser fragilizado em meio a uma crise sanitária. O enfraquecimento do atendimento pré-hospitalar tende a provocar um efeito cascata, agravando a sobrecarga já crítica nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nos hospitais da capital.
Atualmente, a rede municipal conta um número de profissionais claramente insuficiente para absorver a alta demanda não apenas de Belo Horizonte, mas também de pacientes provenientes da Região Metropolitana. Os profissionais atuam sob condições de extrema sobrecarga, frequentemente ultrapassando seus limites técnicos e físicos, o que compromete a qualidade da assistência e coloca em risco a segurança dos pacientes.
A população é diretamente impactada por essas decisão. A redução de profissionais no SAMU inevitavelmente aumentará o tempo de resposta nos atendimentos de urgência, diminuindo as chances de desfechos favoráveis em situações críticas.
As entidades médicas informam que estão tomando as medidas cabíveis para resolução da demanda da categoria. E permanecem unidas na defesa de condições dignas de trabalho para os profissionais de saúde e na garantia de uma assistência segura, eficiente e humana para toda a população de Belo Horizonte.
Belo Horizonte, 18 de abril de 2026.
