A negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Ebserh avançou nesta terça-feira, 7 de abril, durante reunião de mediação realizada no Tribunal Superior do Trabalho. Foram realizadas reuniões separadas com a empresa e com as entidades representativas dos trabalhadores, entre elas a Federação Médica Brasileira.
Segundo Tarcísio Campos, representante da Federação Médica Brasileira na mesa de negociações, o principal entrave segue sendo a impossibilidade de concessão de ganho real neste momento, em razão das restrições impostas pela legislação eleitoral. Ainda assim, a entidade reforçou as perdas acumuladas pelos trabalhadores ao longo dos últimos anos e cobrou avanços nas demais cláusulas.
Entre os encaminhamentos apresentados, a empresa sinalizou que não realizará o desconto integral dos dias parados, propondo, no entanto, a compensação de 50% da carga horária. A Federação Médica Brasileira também consignou que, no caso dos médicos que não aderiram ao movimento grevista, eventuais convocações para compensação de atividades deverão ser remuneradas como horas extras.
Também houve avanço na antecipação de benefícios, como a ampliação da licença maternidade antes mesmo da vigência legal, além do compromisso de retomada do processo de implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
Outro ponto relevante foi a sinalização do TST para evitar o julgamento do dissídio coletivo, preservando cláusulas históricas já negociadas. A proposta construída durante a mediação tem prazo até as 13h de amanhã, 8 de abril, para manifestação formal das entidades.
Apesar das limitações impostas pelo cenário eleitoral, a avaliação das lideranças é de que houve avanços importantes, especialmente na manutenção de direitos e na retomada de pautas estruturantes, como o PCCS.
A Federação Médica Brasileira segue acompanhando as negociações de forma ativa, representando médicos em todo o país, e reforça a importância da mobilização da categoria neste momento decisivo para a construção do ACT.
