A reunião de assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027 da Ebserh confirmou o resultado das negociações conduzidas no Tribunal Superior do Trabalho, encerrando o processo de dissídio coletivo e formalizando o acordo entre a empresa e as entidades representativas dos trabalhadores, entre elas a Federação Médica Brasileira.
A audiência foi conduzida pelo ministro presidente do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, que destacou o esforço das partes na construção de um consenso. Com a homologação do acordo, foi cancelada a sessão de dissídios coletivos e determinado o monitoramento do retorno às atividades nas unidades hospitalares.
Representando a FMB na mesa de negociação, Tarcísio Campos participou ativamente das discussões e ressaltou que, “embora o resultado não contemple integralmente todas as reivindicações da categoria, o acordo representa o melhor avanço possível dentro das limitações do cenário atual, especialmente no período eleitoral”.
Entre os principais pontos acordados estão a aplicação de 100% do INPC no período de junho de 2025 a maio de 2026, a manutenção das cláusulas sociais já existentes, acrescidas de novos dispositivos, e o compromisso da empresa em retomar a discussão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Também ficou definido que os dias paralisados serão tratados com abono de 50% e compensação dos outros 50%.
Durante sua manifestação, Tarcísio reforçou que a atuação da FMB seguirá firme na mesa de negociação, com o compromisso de avançar em pautas que não puderam ser plenamente atendidas neste momento. A entidade reafirma seu papel na defesa dos médicos em todo o país, mantendo o diálogo e a mobilização como instrumentos centrais na busca por melhores condições de trabalho.
Com a formalização do ACT, fica vedada a continuidade de movimentos paredistas, consolidando o encerramento deste ciclo de negociação. A Federação Médica Brasileira segue acompanhando os desdobramentos e atuando de forma estratégica na representação da categoria médica.
