Duas universidades de Santa Catarina receberam conceito 1 (insatisfatório) no Enamed, avaliação nacional que mede a qualidade da formação médica no Brasil. O resultado acendeu um alerta entre as entidades médicas do estado.
O vice-presidente da Federação Médica Brasileira e secretário-geral do SIMESC, Cyro Soncini, afirma que a situação exige mais do que notas de posicionamento ou manifestações públicas.
Por iniciativa do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina, sindicato de base da Federação Médica Brasileira, representantes do COSEMESC estão visitando as universidades que tiveram desempenho insatisfatório, buscando entender as causas do resultado e acompanhar as mudanças necessárias.
A primeira visita já foi realizada. Segundo Cyro, professores, estudantes, gestores e a própria comunidade local estão mobilizados para reverter o cenário. Para as entidades médicas, o Enamed pode não ser um exame perfeito — mas revelou um problema real que precisa ser enfrentado.
A proposta agora é clara: sair do discurso e atuar diretamente na melhoria da formação médica. Quando a qualidade do ensino médico está em jogo, quem pode pagar a conta é a saúde da população.
O COSEMESC elaborou uma sequência de atividades para estreitar relações com os cursos de medicina em Santa Catarina e outras atividades, além das visitas, estão previstas para serem desenvolvidas nas próximas semanas.
