Em retomada de assembleia realizada na noite desta segunda-feira, 30 de março, a Federação Médica Brasileira deliberou, junto aos médicos da Ebserh, pela aprovação unânime do indicativo de estado de greve. A decisão reflete o cenário de mobilização nacional diante das dificuldades nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Representante da FMB na mesa de negociações, Tarcísio Campos apresentou o histórico das tratativas e destacou o impasse gerado pela ausência de cláusulas econômicas por parte da empresa, o que levou à mediação do Tribunal Superior do Trabalho. Paralelamente, outras entidades já deflagraram greve em hospitais universitários do país.
Diante do risco jurídico de ilegalidade de uma paralisação imediata — especialmente por conta da data-base e das negociações em curso, a FMB conduziu a categoria a uma decisão estratégica: o estado de greve. A medida permite intensificar a mobilização sem interrupção imediata das atividades.
Também foi debatida a proposta da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que prevê reajuste de 80% da inflação acumulada (4,60%), considerada insuficiente. A categoria reivindica reposição integral das perdas, inclusão da gratificação de preceptoria e avanços nas cláusulas sociais.
O estado de greve será reavaliado em até 72 horas, prazo em que se aguardam novos desdobramentos. Caso não haja avanço, a paralisação poderá ser deflagrada.
Importante: a Federação Médica Brasileira orienta que os médicos que se sintam impedidos de exercer suas atividades em razão do movimento de outras categorias registrem o ponto normalmente e comuniquem formalmente sua gerência ou chefia imediata. Caso haja impedimento que comprometa a segurança do atendimento, a liberação deve ser solicitada e autorizada pela chefia. Reafirmamos nossa solidariedade às demais categorias e seguimos firmes na defesa dos direitos dos médicos.
A assembleia permanece aberta e poderá ser retomada a qualquer momento, até que a situação esteja resolvida.
