Semana de Prevenção à Gravidez na Adolescência
Há histórias que não começam com um enxoval, mas com o silêncio. Meninas que ainda estão descobrindo quem são e, de repente, precisam assumir o papel de mãe. A gravidez na adolescência não é apenas um dado estatístico — é uma transição brusca, muitas vezes solitária, que interrompe sonhos, compromete a saúde e redefine futuros.
Na primeira semana de fevereiro é realizada a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pela Lei nº 13.798/2019. Um período essencial para lembrar que informação, acolhimento e prevenção salvam trajetórias inteiras. No Brasil, mais de 400 mil adolescentes se tornam mães todos os anos. A taxa nacional supera a média mundial e revela uma realidade que exige responsabilidade coletiva.
Prevenir a gravidez precoce é falar de educação, acesso a métodos contraceptivos, apoio psicossocial e, principalmente, de presença. Presença da família, da sociedade e das instituições que defendem a saúde e a dignidade humana.
A Federação Médica Brasileira reforça seu apoio a essa campanha por entender que proteger meninas é também proteger o futuro das famílias. A FMB acredita que nenhuma menina deve ser “empurrada” precocemente para uma maternidade sem escolha, sem preparo e sem suporte.
Nós, médicos, temos que estar preparados para lidar com essa situação tantas vezes extenuante, chocante e adversa. Essa semana é um chamado. Para escutar, orientar e agir. Porque nenhuma infância deveria terminar antes do tempo.
